Três Trens Passaram por Fratura na Linha em Adamuz Antes do Acidente

O CIAF confirma que a soldadura do carril partiu antes do descarrilamento. Pelo menos três comboios passaram sobre a via fraturada, tal como revelaram as marcas nas rodas. Relatório mais recente confirma que a carruagem 6 descarrilou devido a uma completa falta de continuidade do piso.

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Três Trens Passaram por Fratura na Linha em Adamuz Antes do Acidente

O recente acidente ferroviário em Adamuz trouxe à tona descobertas significativas. Segundo o relatório da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários da Espanha (CIAF), o carril da Iryo apresentava problemas antes do descarrilamento. Essa conclusão crucial foi obtida a partir da análise das rodas de vários comboios que circularam pela área momentos antes da tragédia.

Os investigadores identificaram ranhuras com um padrão geométrico específico nas rodas de três composições. Dentre elas, estava o comboio 130 da Renfe Viajeros, que passou por volta das 19:09, e dois comboios da Iryo, o 109-003, que circulou às 19:01, e o 109-011, que fez seu trajeto às 17:21, todos transitando pela mesma via antes do descarrilamento.

O problema no carril estava localizado em uma soldadura entre dois trechos. A equipe do CIAF, sob supervisão policial, coletou amostras do local afetado no dia 20 de janeiro, incluindo fragmentos de um metro de cada lado da ruptura, além de amostras do carril não afetado e do carril paralelo.

As marcas encontradas nas rodas do lado direito das carruagens 2, 3, 4 e 5 sugerem um impacto contra a cabeça do carril. A carruagem 6 descarrilou devido à falta total de continuidade, com marcas no vagão 5 indicando um impacto enquanto o carril já não se conectava à área pré-fratura.

Os investigadores notaram que o carril se inclinava para fora durante a passagem da carruagem 5, resultando na perda total de contato da carruagem seguinte com os trilhos. Após a ruptura, o carril tombou para fora, evidenciado por marcas no solo.

As carruagens 6, 7 e 8 foram excluídas da análise inicial, pois percorreram uma distância considerável após o descarrilamento, colidindo com balastro e travessas, apagando quaisquer vestígios nas rodas. Segundo a teoria do CIAF, esses vagões descarrilaram sem contato com a cabeça do carril após a ruptura.

O próximo passo envolve análises detalhadas, com as amostras enviadas a um laboratório especializado em metalografia para investigar as causas da ruptura. Nenhuma hipótese sobre a falha na soldadura foi descartada. Os registros de bordo dos comboios Iryo e Alvia, extraídos em 20 de janeiro, também passarão por análise cuidadosa nas próximas semanas.

A comissão ressalta que as informações apresentadas não devem ser vistas como conclusões definitivas, e novos resultados podem surgir, alterando as hipóteses iniciais. É essencial continuar acompanhando a investigação.

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