Portugal Enfrenta Novo Agravamento Climático a Partir de Domingo
Em conferência de imprensa, Nuno Lopes, dirigente do IPMA, relatou que as previsões apontam para uma situação de maior acalmia este sábado, que deverá reverter-se já a partir de domingo.
A partir de domingo, Portugal deverá enfrentar um novo agravamento das condições climáticas. Essa previsão foi compartilhada por Nuno Lopes, representante do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), durante uma conferência de imprensa realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.
De acordo com as informações disponíveis até agora, respaldadas por dados estatísticos, este sábado promete ser um dia de relativa calma, com uma "pequena folga" na chuva, que deve ser menos intensa do que nos dias anteriores.
No entanto, a partir de domingo, é esperado um "período prolongado de precipitação". A previsão indica que a chuva deve cair "quase todos os dias, em praticamente todo o território", com foco especial nas regiões norte e centro do país, que já têm enfrentado condições climáticas adversas recentemente.
Nuno Lopes detalhou que, ao longo da semana, a parte norte poderá receber mais de 160 milímetros de chuva, embora a região sul também seja afetada. Ele destacou que podem ocorrer episódios de "precipitação forte", que podem vir acompanhados de "trovoada". O que realmente preocupa, no entanto, é a quantidade de chuva prevista, que promete ser "muito chuvosa".
Além disso, o cenário deverá incluir "agitação marítima forte" a partir do início da próxima semana, além de possíveis quedas de neve e alguns episódios de vento que estão previstos para os próximos dias.
Diante dessas previsões, Mário Silvestre, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, assegurou que a instituição está "preparada para lidar com qualquer eventualidade que possa surgir". Ele mencionou que estão sendo mobilizados "meios aquáticos", como "embarcações de socorro", para responder a possíveis ocorrências.
Entretanto, Mário Silvestre alertou que "o comportamento do cidadão" tem um papel crucial nesse contexto. Ele enfatizou que estradas sinalizadas como submersas não devem ser atravessadas, que parques de estacionamento localizados em áreas de cheia devem ser evitados, e que as pessoas devem agir para retirar "todos os bens e animais de zonas potencialmente inundáveis". Esses conselhos são válidos também para quem vive ou se desloca em áreas urbanas, onde podem ocorrer "inundações rápidas".


