Polícia do Rio desmantela plano de atentado com bombas caseiras
Segundo as investigações, grupo se preparava para usar explosivos durante uma manifestação na tarde desta segunda, em frente à Alerj.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou um plano de atentado ao apreender bombas caseiras ligadas a um grupo que se preparava para realizar ataques durante uma manifestação. O evento estava agendado para as 14h do dia 2 de fevereiro de 2026, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A operação, liderada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em vários endereços na capital fluminense e na região metropolitana. O grupo, autodenominado "Geração Z", conta com cerca de 300 integrantes somente na capital.
As investigações começaram após a DRCI identificar grupos de mensagens e redes sociais organizando "manifestações antidemocráticas" programadas para ocorrer em diversos estados do Brasil na mesma data. Em São Paulo, 12 pessoas foram detidas sob suspeita de planejar um atentado na Avenida Paulista na mesma tarde.
Inicialmente, a operação visava cumprir medidas cautelares contra quatro indivíduos, mas novas informações levaram à identificação de outros 13 suspeitos, resultando em mais mandados de busca autorizados pela Justiça. Durante a ação, foram apreendidos coquetéis molotov, bandeiras e panfletos sem alvos específicos. O delegado Luiz Lima, da DRCI, destacou que o material incluía "bandeiras com frases contra a corrupção" relacionadas ao caso do Banco Master e aos atuais governantes, sem mencionar nomes ou partidos.
As investigações revelaram que os membros do grupo promoviam a radicalização e o confronto, compartilhando conteúdos sobre a fabricação de artefatos incendiários, como coquetéis molotov e bombas caseiras feitas com bolas de gude e pregos. Os alvos dos mandados estão sendo investigados por crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários. Todos são participantes ou administradores de grupos online no Rio de Janeiro, com um papel ativo na organização de ações violentas, incluindo a escolha de locais sensíveis para a realização de ataques.
