Rio: R$ 900 milhões bloqueados do crime organizado em 2025

Para a coordenadora do Gaeco, Letícia Petriz, asfixia financeira das organizações criminosas atinge o núcleo de sustentação, enfraquecendo a capacidade de operação e expansão.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encerrou 2025 com resultados significativos no combate financeiro às organizações criminosas que atuam no estado. Ao longo do ano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conseguiu o bloqueio de R$ 906.265.077,21 em recursos vinculados a pessoas e organizações criminosas, demonstrando a eficácia de suas ações. Para alcançar esses resultados, o Gaeco aprimorou suas técnicas de investigação, intensificou a troca de informações sobre crimes financeiros e estabeleceu parcerias estratégicas. Um exemplo notável é o Acordo de Cooperação Técnica firmado com a Polícia Civil em março de 2025, que visa ampliar o confisco de bens durante investigações patrimoniais. A promotora de Justiça Letícia Emile Alqueres Petriz, coordenadora do Gaeco, afirmou que "a asfixia financeira das organizações criminosas atinge o núcleo de sustentação, enfraquecendo a capacidade de operação e expansão". Em 2025, o Gaeco ajuizou 70 denúncias contra 767 indivíduos, incluindo 120 agentes públicos, e obteve ordens judiciais para 39 operações de cumprimento de mandados. Entre as principais ações, destacam-se os mandados de busca e apreensão relacionados ao homicídio do advogado Rodrigo Crespo e investigações sobre uma organização criminosa que furtava petróleo bruto. O MPRJ também participou de operações conjuntas com outros ministérios públicos, como a Operação Carbono Oculto, que combateu um esquema de adulteração de combustíveis. Além disso, houve denúncias contra integrantes do novo "Escritório do Crime" e do jogo do bicho, além de ações contra servidores públicos por corrupção e outros crimes.

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