Lula Apoia Michelle Bachelet para Secretária-Geral da ONU
Português António Guterres comanda as Nações Unidas. Reeleito em 2021, seu mandato se encerra este ano. O novo secretário-geral assume o cargo em 1º de janeiro de 2027.
© REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados
O governo brasileiro anunciou seu apoio à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em uma publicação nas redes sociais, realizada nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, após quase oito décadas de história, é hora de a ONU ser liderada por uma mulher.
Lula destacou a trajetória pioneira de Bachelet, que foi a primeira mulher a presidir o Chile em duas ocasiões, além de ter ocupado os cargos de ministra da Defesa e da Saúde. O presidente também ressaltou sua atuação em altos cargos dentro do sistema multilateral.
"No contexto das Nações Unidas, Bachelet teve um papel crucial na criação e consolidação da ONU Mulheres, atuando como sua primeira diretora-executiva e ampliando o alcance institucional da agenda pela igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, dedicou-se a proteger os mais vulneráveis e promover o direito humano a um meio ambiente limpo e saudável", escreveu Lula.
Ele também afirmou que "sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a tornam uma candidata qualificada para liderar a ONU, especialmente em um cenário internacional repleto de conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos".
Atualmente, o cargo de secretário-geral da ONU é ocupado pelo português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos, após iniciar sua gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027.
Em uma nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a candidatura de Bachelet foi formalmente apresentada nesta segunda-feira pelos governos do Brasil, Chile e México. "Essa candidatura reflete a vontade compartilhada de nossos países em contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e para promover uma liderança que possa enfrentar os desafios contemporâneos", diz o documento.
Além disso, a nota destaca que "a ampla experiência da ex-presidenta Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua habilidade reconhecida em facilitar diálogos e seu compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas são elementos valiosos para avançar em direção a uma organização mais eficaz, representativa e focada no bem-estar da população".
O Itamaraty também menciona a atual situação internacional, marcada por "grande complexidade", e o papel da ONU como o principal espaço para o diálogo e a construção de soluções coletivas em questões de paz e segurança internacional, desenvolvimento sustentável, promoção e proteção dos direitos humanos, além de ações para combater as mudanças climáticas.
"Reafirmamos nosso compromisso com o lula-critica-intervencoes-dos-eua-na-venezuela-e-defende-multilateralismo" class="keyword-link" data-keyword="multilateralismo">multilateralismo como um pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos", conclui a nota.
