EUA Atacam Embarcação Suspeita de Tráfico no Pacífico - 2 Mortos
O Comando Sul dos Estados Unidos efectuou na sexta-feira um ataque a um barco no Pacífico oriental que fez dois mortos e deixou um sobrevivente. A operação faz parte do plano "Lança do Sul", cuja legalidade à luz do direito internacional é questionada.
Na última sexta-feira, 22 de janeiro de 2026, a força conjunta Lança do Sul dos EUA lançou um ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Pacífico oriental. De acordo com os serviços secretos, o barco estava navegando por rotas conhecidas de tráfico. A operação foi supervisionada pelo secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e resultou na morte de duas pessoas, enquanto uma terceira sobreviveu e foi resgatada após a ativação dos protocolos de busca e salvamento do Comando Sul.
Em comunicado em sua conta no X, o Comando Sul afirmou que a embarcação era operada por "organizações terroristas designadas" envolvidas em atividades de tráfico de drogas. Essa ação faz parte do plano "Lança do Sul", que visa aumentar a presença militar dos EUA nas águas do Pacífico e do Caribe, com o objetivo de interceptar rotas de tráfico de drogas.
Entretanto, o ataque reacendeu um debate sobre a legalidade internacional de intervenções desse tipo. Especialistas em direito internacional argumentam que essas ações carecem de proteção sob as normas que regulam o uso da força em águas internacionais. Críticos afirmam que, sem autorização explícita dos países afetados ou um mandato de organismos internacionais, essas operações podem violar a soberania e tratados existentes.
Apesar das controvérsias, a administração americana defende que essas operações são essenciais para combater o tráfico de drogas e as organizações criminosas na região. Contudo, a falta de transparência sobre os critérios usados para selecionar os alvos e a ausência de mecanismos internacionais de controle levantam dúvidas sobre a proporcionalidade e a legitimidade das operações militares em alto-mar.


