Espanha Moderniza Forças Armadas com 79 Programas para NATO

A 29 e 30 de janeiro, o Governo submeterá para avaliação da Aliança Atlântica um recorde de 33.123 mil milhões de euros de despesas com a defesa. Os programas incluem tudo, desde veículos de combate até satélites de radar, embora continue a haver divergências quanto à percentagem do PIB necessária.

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A reunião bilateral com a NATO, marcada para Madrid e chamada de "Passo 3", será crucial para discutir as capacidades militares da Espanha. No final deste mês, a Defesa apresentará aos representantes da NATO o que o Chefe do Estado-Maior tem em mente, incluindo o aumento das tropas e os 79 programas em andamento. Esses programas abrangem áreas como sistemas terrestres, navais, aeroespaciais, cibernéticos e de informação. Dentre eles, destacam-se 31 Planos Especiais de Modernização, que incluem desde veículos de combate com lagartas até melhorias em fragatas F-100, sistemas de guerra eletrônica e helicópteros multifuncionais. Um ponto importante é o Plano Industrial e Tecnológico de Segurança e Defesa, aprovado em abril de 2024, que mobilizou mais de 10.741 milhões de euros este ano, conforme informações do departamento liderado por Margarita Robles. Durante a Cimeira de Haia, a Espanha se comprometeu a destinar 2% do PIB para sua defesa, enquanto os aliados estabeleceram 5%. O governo de Pedro Sánchez argumenta que, com 2,1% do PIB, atende às exigências de capacidade, mas a NATO considera ideal um mínimo de 3,5%. Esse investimento visa fortalecer a autonomia estratégica da Espanha e reforçar a base industrial de defesa, com significativa participação de empresas locais. Em termos operacionais, a Espanha conta com cerca de 4.000 militares e guardas civis destacados em 15 países ao longo de 2025. A maior parte da participação se concentra no flanco oriental da NATO, com tropas enviadas para a Letônia, Eslováquia e Romênia, além de envolvimento ativo na operação "Esforço Persistente", que abrange missões de polícia aérea e defesa do espaço aéreo. O Poder Executivo avalia o balanço de 2025 positivamente, assegurando que o investimento militar é uma prioridade.

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