Acidente entre trens em Córdoba deixa sete mortos e feridos

Pelo menos sete pessoas morreram e várias ficaram feridas após o descarrilamento de um comboio da Iryo com mais de 300 passageiros a bordo em Adamuz (Córdoba), que invadiu a via adjacente e colidiu com um comboio de alta velocidade que fazia a rota Madrid-Huelva. Ambos os comboios descarrilaram.

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Um trágico acidente ferroviário ocorreu em Adamuz, Córdoba, resultando na morte de pelo menos sete pessoas e deixando cerca de 100 feridos, sendo 25 em estado grave. O incidente aconteceu por volta das 19:45, quando um comboio da Iryo, que seguia de Málaga para Madrid, descarrilou e invadiu a via adjacente, colidindo com um trem de alta velocidade que fazia a rota para Huelva. O impacto foi devastador, causando o descarrilamento de ambos os trens.

As redes sociais rapidamente se encheram de imagens e vídeos do local, mostrando o estado crítico das carruagens, que ficaram severamente danificadas, com muitas pessoas presas dentro. Até o momento, a empresa ferroviária Adif confirmou a suspensão de todos os serviços entre Madrid e Andaluzia, enquanto equipes de emergência trabalham no local.

Passageiros relataram momentos de terror, com um testemunho comparando o impacto a um terremoto. Alguns precisaram quebrar janelas para escapar, resultando em ferimentos. Salvador Jiménez, jornalista da RTVE, estava a bordo e descreveu a cena aterradora, com carruagens descarriladas e a presença de fumaça.

A Cruz Vermelha já enviou ambulâncias e suprimentos básicos para atender os passageiros, enquanto as autoridades continuam a avaliar a situação. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, e a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz, estão monitorando a situação de perto. A comunidade local também se mobiliza para oferecer apoio aos afetados pelo acidente.

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No domingo, Espanha sofreu um dos mais trágicos acidentes ferroviários da história recente, com quarenta e duas pessoas mortas e mais de 40 desaparecidas. Javier Garcia Iglesias, um enfermeiro madrileno de 37 anos, estava a bordo do comboio Iryo e descreveu a cena como semelhante à 'medicina de guerra'. Ele ajudou a prestar assistência médica no local, onde muitos passageiros estavam presos e foi necessário quebrar janelas para escapar. Apesar da tragédia, destacou a humanidade demonstrada por todos, com moradores locais trazendo comida e água. Javier afirmou que será difícil para os espanhóis ultrapassarem este trauma e que ele mesmo levará tempo para voltar a viajar de comboio.

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A tragédia ferroviária em Adamuz, Córdoba, provocou a morte de pelo menos 43 pessoas, com 123 feridos, dos quais nove permanecem na UCI. A Guardia Civil continua a busca por dois desaparecidos entre os destroços. O presidente do Governo, Pedro Sánchez, e o presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, planejam uma homenagem de Estado às vítimas no próximo sábado em Huelva. A investigação está em andamento, com a descoberta de uma peça de eixo de comboio perto do local do acidente, que está sendo analisada pelas autoridades. Em resposta aos incidentes, os maquinistas convocaram uma greve de três dias, refletindo o estado de espírito da categoria e suas reivindicações.

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