
Zelenskyy alerta sobre ataques russos a usinas nucleares ucranianas
Zelenskyy afirma que o Kremlin está a preparar-se para levar a cabo uma grande ofensiva contra o sistema de energia nuclear ucraniano, o que causaria um rude golpe na rede elétrica do país e níveis alarmantes de sofrimento civil.
Volodymyr Zelenskyy fez uma declaração no último domingo, alertando que a Rússia está se preparando para atacar as centrais nucleares da Ucrânia. Segundo ele, essa estratégia tem como objetivo forçar Kiev a se render, prejudicando ainda mais a já fragilizada rede energética do país.
O presidente ucraniano destacou que, nas últimas semanas, os ataques russos se tornaram mais frequentes e estão, de forma alarmante, direcionados às instalações energéticas. O impacto disso é direto: o sofrimento da população civil, especialmente em plena temporada de inverno.
Esses ataques têm causado cortes de energia em diversas regiões, resultando em milhares de lares sem acesso a gás e eletricidade devido à intensificação das ofensivas diárias.
Zelenskyy, em uma postagem no X, reconheceu que a situação do sistema energético permanece crítica, mas assegurou que estão fazendo todos os esforços possíveis para restaurar os serviços rapidamente.
Ele também não poupou críticas a Moscovo, afirmando que a Rússia não demonstra "qualquer vontade" de encerrar a guerra, mesmo com as iniciativas de paz em andamento, lideradas pelos Estados Unidos. Nesse contexto, a guerra se aproxima do seu quinto ano.
"Na noite passada, lançaram mais de 200 drones contra nós. As regiões de Sumy, Kharkiv, Dnipro, Zaporíjia, Kmenytsky e Odessa foram alvos desses ataques. Infelizmente, dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança. Até agora, temos registro de duas mortes", relatou Zelenskyy.
Os ataques noturnos da Rússia têm se intensificado, com bombardeios mais frequentes e o uso de armamento cada vez mais destrutivo, atingindo em grande parte alvos civis, conforme relata Kiev.
O presidente ucraniano informou que, apenas nesta semana, ocorreram mais de 1.300 ataques de drones, além de mais de 1.000 bombardeios aéreos guiados e cerca de 20 ataques com diferentes tipos de mísseis, incluindo os balísticos.
Ele fez um apelo aos aliados, solicitando um reforço no apoio a Kiev e a continuação da ajuda para fortalecer as defesas do país, a fim de resistir à invasão russa e proteger os civis inocentes.
"É por isso que a Ucrânia continua a precisar de mais proteção – especialmente, mais mísseis para os sistemas de defesa aérea", enfatizou o líder ucraniano.
"Se a Rússia está deliberadamente atrasando o processo diplomático, a resposta do mundo deve ser firme: mais assistência à Ucrânia e mais pressão sobre o agressor", acrescentou.
Esses ataques se deram em um momento em que uma delegação ucraniana chegou a Washington no sábado, para dialogar com autoridades dos EUA e representantes do presidente Donald Trump.
Kyrylo Budanov, chefe de gabinete de Zelenskyy, informou que a equipe, que também inclui os negociadores Rustem Umerov e Davyd Arakhamia, chegou ao território americano para discutir "os detalhes do acordo de paz".
Em uma mensagem compartilhada no Telegram, Budanov mencionou que a delegação tem uma reunião agendada para domingo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e o secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll.
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Atualizado há menos de 1 hora
Zelenskyy declarou que cerca de 4.000 edifícios em Kiev ainda estão sem aquecimento e quase 60% da capital está sem eletricidade após os ataques russos no início da semana. Ele anunciou o 'estado de emergência' no setor energético do país, com escolas fechadas e meio milhão de habitantes abandonando a capital. O presidente criticou a Câmara Municipal de Kiev por não ter feito o suficiente para ajudar na recuperação, enquanto Vitali Klitschko afirmou que os trabalhadores dos serviços públicos estão trabalhando 24 horas por dia para restabelecer os serviços. As autoridades de Kiev montaram centenas de tendas onde as pessoas podem se aquecer e obter comida e bebida quentes. O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de captura para dois altos responsáveis militares russos pelos ataques à rede de energia da Ucrânia, considerando-os crimes de guerra.
Atualizado há 5 horas
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