Startups em 2026: Da Tração à Escala com Sucesso

O salto da tração para a escala: o que vai diferenciar as startups de sucesso em 2026

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A transição entre as fases de tração e escala continua a ser um dos maiores desafios enfrentados pelas startups brasileiras. Apesar de o ecossistema nacional ter avançado em termos de captação, aceleração e suporte à ideação, dar o salto para um crescimento sustentável ainda é uma raridade. Dados do Sebrae Startups mostram que a maioria das startups permanece nas fases iniciais, com uma queda acentuada no número de empresas que conseguem alcançar o estágio de crescimento.

Cristina Mieko, head de startups do Sebrae, destaca: “O desafio não é mais começar uma startup, é escalar.” Para 2026, ela ressalta que o diferencial das empresas residirá na capacidade de estruturar canais de aquisição, comprovar um modelo de receita sustentável e implementar uma lógica de expansão que seja tanto repetível quanto eficiente.

No ciclo de vida de uma startup, a fase de tração é aquele momento crucial em que o produto realmente encontra seu mercado — o que chamamos de product-market fit — e começa a crescer de forma consistente. Já a escala é quando esse crescimento se torna sistemático, apoiado por processos que podem ser replicados, uma estrutura organizacional mais madura e previsibilidade nas receitas.

A diferença entre tração e escala é, na verdade, uma questão de complexidade operacional. Enquanto a tração pode ser movida pelo esforço individual dos fundadores, a escala demanda um time coeso, processos bem definidos, tecnologia adequada e capital. Muitas startups se veem presas na fase de tração porque os métodos que funcionaram no início já não são suficientes quando a operação precisa de uma escala maior.

Cristina Mieko observa: “Existe um abismo entre crescer com improviso e crescer com consistência. E é nesse abismo que muitas startups promissoras acabam ficando pelo caminho.”

Então, quais são os requisitos para escalar em 2026? Especialistas do Sebrae Startups identificaram três pilares que serão essenciais para que as startups brasileiras consigam uma escalada sólida nos próximos anos: 1) Estruturação de canais de aquisição; 2) Prova de um modelo de receita sustentável; 3) Implementação de uma lógica de expansão que seja repetível e eficiente.

A expectativa é que, para 2026, o ambiente de negócios para startups se torne mais exigente, mas também mais estruturado. Cristina conclui: “O mercado deve premiar aqueles que dominam a ciência do crescimento, e não apenas a da inovação.”

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