Protesto na Cinelândia contra sequestro de Nicolás Maduro
Líder da Venezuela foi sequestrado no sábado e levado aos EUA.
No Rio de Janeiro, a Cinelândia foi palco de um protesto na tarde de segunda-feira, 6 de janeiro de 2026, onde centenas de pessoas se reuniram para manifestar contra o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O sequestro ocorreu no último sábado, 3 de janeiro, quando tropas dos Estados Unidos atacaram a capital Caracas. A manifestação foi organizada pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, que reúne cerca de 50 entidades.
Contexto do Sequestro
O ataque a Caracas e o sequestro de Maduro foram anunciados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que alegou que Maduro é acusado de narcoterrorismo, venda de drogas e posse de armas automáticas. Durante uma audiência em um tribunal de Nova York, Maduro se declarou inocente das acusações, afirmando ser um prisioneiro de guerra.
Vozes da Manifestações
A Agência Brasil esteve presente no ato e ouviu a opinião de vários venezuelanos que participaram da manifestação. Um deles foi Ali Alvarez, um estudante de mestrado de 31 anos, que expressou sua indignação com a situação. Ele está no Brasil há oito anos e afirmou que a ação dos Estados Unidos representa uma violência ao povo venezuelano e à Constituição Bolivariana.
Outro manifestante, o músico Alexis Graterol, de 49 anos, que vive no Brasil há 20 anos, também criticou as acusações contra Maduro, sugerindo que Trump busca apoderar-se dos recursos naturais da Venezuela. Em uma coletiva de imprensa no sábado, Trump declarou que levaria ao país invadido "nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo."
Divergências de Opinião
Marco Mendoza, um psicólogo venezuelano de 38 anos que reside no Chile, estava em viagem pelo Rio e expressou sua surpresa com a intervenção dos EUA, mas disse estar de acordo com ela, preferindo pagar dívidas externas aos Estados Unidos a continuar sob o governo de Maduro.
O cineasta colombiano Raúl Vidales, de 45 anos, também participou do protesto e expressou preocupação de que os Estados Unidos possam direcionar suas ações contra seu país, onde já existem várias bases militares norte-americanas. O ato na Cinelândia reflete a complexidade da situação política na Venezuela e a diversidade de opiniões sobre a intervenção estrangeira na região.