Montenegro Estende Calamidade Após Tempestade Kristin: Medidas e Apoios
A tempestade Kristin atingiu o país com muita força, sobretudo na região Centro. No pós-tempestade, as autoridades locais sentem-se abandonadas, enquanto o governo anuncia pacote de ajuda e o prolongamento do "estado de calamidade". Portugal continua na rota das depressões e temem-se inundações.

Depois das críticas levantadas pelos partidos de oposição, especialmente pelo PS, que acusou o governo de estar em silêncio e sem planejamento diante da tempestade, e também do próprio Presidente da República, que reconheceu que a resposta ao estrago causado pela tempestade Kristin foi lenta e que "os responsáveis políticos não deveriam ir para o terreno" durante o momento mais crítico da recuperação, o governo anunciou neste domingo que vai manter a "situação de calamidade até 8 de fevereiro", data das eleições presidenciais.
Após uma reunião urgente do Conselho de Ministros, Luís Montenegro declarou que "o governo decidiu instituir apoios para a reconstrução de habitação própria e permanente, com intervenções que podem chegar até 10 mil euros, para todas as famílias, sem a necessidade de documentação, e para aqueles casos em que os seguros não se aplicam", afirmou o primeiro-ministro português em uma declaração ao país.
Montenegro também destacou que "todas as situações ligadas à agricultura e à floresta se enquadram nesse apoio, com o mesmo valor", em uma conferência de imprensa realizada no Palácio de S. Bento, em Lisboa.
O primeiro-ministro ainda pediu que todos respeitem as diretrizes das autoridades, facilitando assim os trabalhos de recuperação e prevenção. Ele garantiu que ninguém ficará sem recursos para normalizar sua situação, mencionando a colaboração com as seguradoras.
Para as famílias que estiverem enfrentando perdas de rendimento durante este período, Montenegro anunciou a concessão de apoios sociais que variam de 537 euros por pessoa até 1075 euros por agregado familiar. O governo decidiu também destinar 400 milhões de euros para a recuperação de ferrovias e estradas, cerca de 500 milhões para empresas e 200 milhões para restaurar estruturas públicas. No total, o pacote de recuperação anunciado por Montenegro soma 2,5 mil milhões de euros.
Logo após a passagem da tempestade, os prefeitos das cidades mais afetadas criticaram tanto os políticos quanto as Forças Armadas portuguesas, que foram apontadas por terem enviado apenas "quatro militares" ao local. Em resposta, Montenegro afirmou que um contingente de "até 3 mil militares" será mobilizado para ajudar na recuperação das infraestruturas, embora tenha evitado responder diretamente às críticas, enfatizando que as Forças Armadas estão no terreno "desde a primeira hora" e em "total coordenação com a Proteção Civil".
Foi a própria Proteção Civil que solicitou ao exército um destacamento de engenharia, que, segundo o jornal Público, consistia em "quatro militares e três viaturas".
Montenegro optou por não entrar em muitos detalhes, mas reforçou que os militares serão mobilizados conforme as necessidades apontadas pela Proteção Civil e pelas autarquias.
"Neste momento, estimamos que entre dois a três mil militares estarão envolvidos nas operações nos próximos dias. Esses militares serão mobilizados de acordo com as solicitações", comentou Montenegro.
Enquanto isso, as Forças Armadas informaram à agência Lusa que contam com 240 militares disponíveis.
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