Manutenção da prisão de piloto acusado de agressão em Brasília

Manutenção da prisão de piloto acusado de agressão em Brasília

Adolescente de 16 anos agredido por Pedro Turra está internado em estado de coma.

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© Reprodução/Instagram

A Justiça do Distrito Federal decidiu, no último sábado, 31 de janeiro de 2026, pela manutenção da prisão do piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, após audiência de custódia. A defesa do acusado confirmou a informação. Turra foi detido na sexta-feira, 30 de janeiro, pela Polícia Civil, enfrentando graves acusações de lesão corporal. Ele é suspeito de agredir um adolescente de 16 anos em um incidente ocorrido na semana anterior, em Vicente Pires, Brasília. O conflito começou após um chiclete ser jogado em um amigo da vítima, que agora está internado em estado crítico na UTI do Hospital Águas Claras. Durante a audiência, a juíza não apenas manteve a prisão, mas também solicitou à corregedoria da Polícia Civil que investigasse possíveis irregularidades nas ações dos policiais durante a detenção. O advogado de Turra, Eder Fior, afirmou que seu cliente tem recebido ameaças de morte e denunciou a atuação da polícia como uma 'espetacularização' do caso. Ele criticou a maneira como a situação foi tratada, alegando que a dignidade do custodiado foi desrespeitada. Vale ressaltar que Turra havia sido preso anteriormente, mas conseguiu liberdade após pagar fiança de R$ 24 mil. No entanto, a nova prisão foi autorizada com base em novas evidências ligando-o a outros casos de agressão, incluindo um incidente em que supostamente usou um taser contra uma adolescente de 17 anos. A situação resultou no desligamento de Turra da Fórmula Delta, onde estava em ascensão na carreira.

Atualizado há 2 horas

O juiz responsável pelo caso, contudo, afirmou que Turra deve ficar separado dos demais presos devido ao risco à sua integridade física trazido pela notoriedade alcançada pelo caso.

Em nota, a defesa do adolescente em coma disse ter causado “profundo desconforto o deferimento de cela especial, medida que reforça a sensação de privilégio e tratamento diferenciado, algo que, infelizmente, vem sendo observado desde o início do caso”.

A defesa do adolescente acusa as autoridades de tratamento privilegiado a Turra devido ao seu status social, proveniente de uma família com dinheiro e contatos na capital.

“A justiça deve ser igual para todos, sem distinções que afrontem o sentimento coletivo de equidade e respeito às vítimas”, disse em nota.

Além disso, um homem compareceu à delegacia para informar que também foi agredido pelo piloto em junho do ano passado.

Atualizado há 9 horas

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), negou habeas corpus protocolado pela defesa do piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (2). Na decisão, o desembargador entendeu que a prisão é necessária para preservar as investigações. "A agressão praticada pelo paciente não foi um episódio trivial, tampouco fruto de impulso desmedido próprio da juventude. O vídeo que instrui os autos de origem demonstra violência contundente, desproporcional e absolutamente incompatível com qualquer padrão mínimo de convivência civilizada", afirmou. Diaulas Ribeiro também disse que o piloto não tem direito à prisão especial e determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap) esclareça se há necessidade de mantê-lo nessa condição, que foi garantida por decisão da primeira instância. "O paciente não tem direito à prisão especial. E não é isso o que lhe asseguro. O seu direito, sob encarceramento, é o de ter incólume sua integridade física", completou.

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