FGC Alerta sobre Fraudes em Indenizações do Banco Master
Recomendações aos clientes
© Rovena Rosa/Agência Brasil
Desde o início do pagamento das indenizações para correntistas e investidores do Banco Master, golpistas têm se aproveitado da situação para enganar aqueles que buscam seus ressarcimentos. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitiu um alerta no último sábado, dia 24, em uma nota que conta com a participação de diversas entidades representativas do sistema financeiro.
Na prática, o FGC começou, na segunda-feira, dia 19, a liberação dos pagamentos para os clientes do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. Desde então, várias tentativas de fraudes foram detectadas, utilizando indevidamente o nome do fundo, Clientes do Banco Master recebem até R$ 250 mil do FGC de bancos e até de órgãos públicos.
De acordo com o comunicado, os golpes identificados recentemente exploram a reputação do FGC e de outras instituições. Algumas das práticas fraudulentas catalogadas incluem:
- Falsificação de documentos
- Criação de sites e perfis falsos
- Contatos telefônicos enganosos
O FGC, junto com as entidades que assinam a nota, reforça a importância de os clientes do sistema financeiro manterem a atenção redobrada e adotarem medidas seguras ao usar serviços digitais. As principais recomendações são:
"Essas tentativas de fraudes visam comprometer a segurança dos usuários, causando-lhes prejuízos. A prevenção depende da vigilância e da adoção de boas práticas ao utilizar serviços digitais", destaca a nota.
Conforme o balanço mais recente, até o final da tarde de sexta-feira, dia 23, o FGC já havia pago R$ 26 bilhões em indenizações a correntistas e investidores do Banco Master, beneficiando aproximadamente 521 mil pessoas elegíveis para a garantia. O fundo também informou que cerca de 2,8 mil pedidos estão sendo processados a cada hora por meio do aplicativo, o que corresponde a cerca de 46 solicitações por minuto. O total de indenizações já pagas representa 67,3% da base de clientes que devem receber recursos devido à liquidação do banco.
Além disso, com a inclusão do Will Bank, que também faz parte do mesmo grupo financeiro e foi liquidado recentemente pelo Banco Central, o total de indenizações pode alcançar R$ 47 bilhões.
A nota foi assinada por várias entidades, incluindo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e a Zetta, que representa fintechs, bancos digitais e empresas de meios de pagamento.
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