Chuvas Abaixo da Média Agravam Seca em São Paulo

Chuvas Abaixo da Média Agravam Seca em São Paulo

Estado já está em condição de seca severa ou extrema desde janeiro de 2024, com exceção do norte, com seca severa nos últimos 12 meses.

3 min de leituraFonte original

© Divulgação/Sabesp

⚠️ DATA E HORA ATUAL (FACTUAL):
📅 17/01/2026, 06:32:18

📝 CONTEXTO: CRIAÇÃO DE NOVO POST

CONTEXTO TEMPORAL:
Data de publicação original: 16/01/2026, 21:16

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A situação das chuvas na região metropolitana de São Paulo é preocupante. Em praticamente todas as estações de medição, os índices de precipitação estão abaixo da média histórica para janeiro, e a tendência é que essa realidade persista ao longo do primeiro trimestre do ano. A única exceção até agora é o Mirante de Santana, localizado na zona norte da capital, que já ultrapassou a média esperada para este mês.

O motivo para essa escassez de chuvas está relacionado à dificuldade das frentes frias, que vêm do Sul, em avançar, além da umidade que deveria chegar pelo Oeste, vinda do Atlântico e da Amazônia. Essa situação está diretamente ligada à alta anômala provocada pela continuação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico.

Com a confirmação desse fenômeno pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a realidade de seca se torna ainda mais grave em todo o estado de São Paulo. Desde janeiro de 2024, o estado enfrenta condições de seca severa ou extrema, com a exceção do norte, que também enfrenta seca severa nos últimos 12 meses. As demais áreas do estado são consideradas pelo Inmet como estando em seca extrema nesse mesmo período.

O ano de 2025 foi marcado pela escassez de chuvas, segundo o Inmet, já que as precipitações de verão (2024-2025) não foram suficientes para reabastecer o solo.

O meteorologista Leydson Dantas, do Inmet, comentou: "No primeiro trimestre, teremos chuvas abaixo da média em toda a região, incluindo a sul da mesorregião de Bauru, a região de Itapetininga e a região metropolitana." Ele também destacou que há uma possibilidade de melhora a partir do segundo semestre, uma vez que o fenômeno pode começar a enfraquecer. Essa condição é considerada 75% provável pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), órgão americano que acompanha o comportamento das águas do Pacífico e suas repercussões no clima global.

Além disso, Dantas mencionou que a Região Sul do país deve esperar uma concentração excepcional de chuvas, com destaque para o litoral paranaense, Santa Catarina e, principalmente, o Rio Grande do Sul, além dos países vizinhos, Argentina e Uruguai, enquanto o La Niña continuar forte.

A crise hídrica já está gerando impactos significativos, tanto a curto quanto a longo prazo, em todo o estado de São Paulo, especialmente nas áreas noroeste e leste, conforme o monitoramento mensal da Agência Nacional de Águas (ANA).

Os reservatórios que abastecem a capital e os municípios da região metropolitana estão em níveis críticos. Na medição feita na última sexta-feira (16), o Sistema Integrado Metropolitano, que é monitorado pela Sabesp, estava com apenas 27,7% de sua capacidade. Esse índice é o mesmo registrado em 16 de janeiro de 2016, quando o sistema tentava se recuperar da seca histórica de 2015, e é superior ao volume observado em 16 de janeiro de 2014.

Por sua vez, o sistema Cantareira, que é o maior manancial da região e responsável por mais de 40% do volume total, está com 19,39% do volume de seus reservatórios. O reservatório de Jaguari-Jacareí, que detém cerca de 85% do próprio Cantareira, registra apenas 16,89% de sua capacidade.

Em resposta a essa crise, a Sabesp está ampliando a captação de água, especialmente no sistema Alto Tietê, para tentar amenizar a situação crítica que se apresenta.

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