Brasil, Rússia e China Reagem a Ataques dos EUA na Venezuela
Chefe de política externa da União Europeia cobrou "moderação" e secretário-geral da ONU diz estar "profundamente preocupado" após Trump capturar o lider venezuelano Nicolás Maduro
No dia 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro. Esta ação gerou uma série de reações internacionais, destacando-se as respostas de países como Brasil, Rússia e China, que condenaram a intervenção.
As relações entre os Estados Unidos e a Venezuela já vinham se deteriorando desde o início do século XXI, especialmente após o golpe de Estado de 2002 contra Hugo Chávez, que contou com o suposto apoio dos EUA. Historicamente, os EUA têm se envolvido em intervenções na América Latina, frequentemente justificadas pela promoção da democracia e estabilidade. A ação atual se insere nesse contexto histórico de tensões e intervenções.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou sua indignação, classificando a operação como uma violação da soberania venezuelana. A Rússia, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, condenou o ataque como uma agressão armada infundada, enquanto a China destacou a violação do direito internacional pela ação dos EUA. Outros países, como o Irã, também se manifestaram contra a intervenção, citando a violação da soberania nacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou alarme com o precedente perigoso estabelecido por essa intervenção.
A intervenção dos EUA na Venezuela gerou divisões políticas internacionais, refletindo o complexo cenário geopolítico atual. Enquanto alguns países apoiaram a ação, outros, especialmente aqueles com histórico de tensões com os EUA, condenaram-na. A questão da soberania nacional e do direito internacional foi central nas críticas, destacando a importância de respeitar os princípios da ONU em conflitos internacionais.
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro intensificaram o debate sobre intervenções internacionais e soberania nacional. As reações diversas dos países refletem as complexas dinâmicas políticas globais e a necessidade de diálogo e respeito ao direito internacional para evitar novas escaladas de conflito.