Bolsa avança 3% e se aproxima de 172 mil pontos após recuo de Trump

É a maior alta diária desde abril de 2023. Dólar caiu para a R$ 5,32 e fechou no menor nível desde dezembro.

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O mercado financeiro brasileiro teve um dia significativo em 21 de janeiro de 2026, com a bolsa registrando uma alta expressiva de 3,33%, quase alcançando os 172 mil pontos. Esse crescimento é atribuído à diminuição das tensões internacionais, especialmente após o recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a tarifas e conflitos geopolíticos. O índice Ibovespa da B3 fechou em 171.817 pontos, marcando a maior alta diária desde abril de 2023, com um volume financeiro de R$ 43,3 bilhões, superando a média diária de 2026.

Até agora, em 2026, o Ibovespa acumula uma valorização de 6,6%, com uma entrada líquida de R$ 7,6 bilhões de investidores estrangeiros. A valorização das ações foi impulsionada pela melhora nos índices de Wall Street, onde o S&P 500 subiu mais de 1%.

No câmbio, o dólar à vista caiu R$ 0,061, ou 1,1%, fechando a R$ 5,321, o menor nível desde 4 de dezembro do ano passado. O recuo do dólar foi intensificado pelo anúncio de Trump sobre a suspensão de tarifas à União Europeia, contribuindo para um fluxo positivo de capitais no Brasil, que registrou uma entrada líquida de US$ 1,54 bilhão em janeiro até o dia 16.

Adicionalmente, a redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu a valorização do real, aumentando a oferta de dólares no mercado interno. Por fim, a liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, não impactou negativamente os preços dos ativos, mantendo o clima otimista entre os investidores.

Atualizado há 4 horas

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos. O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026. Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022. No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia. A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

Atualizado há 12 horas

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%.

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