Aumento de Atendimentos de Saúde no RJ por Calor Extremo
UPAs estaduais contabilizam mais de 2 mil atendimentos, e rede municipal da capital fluminense
© Fernando Frazão/Agência Brasil
As altas temperaturas que o estado do Rio de Janeiro enfrenta nas primeiras semanas de 2026 têm gerado uma movimentação significativa nas unidades de saúde. Dados divulgados nesta quarta-feira, 14 de janeiro, por órgãos de saúde estaduais e municipais, mostram que milhares de pessoas já buscaram atendimento. Esses números superam os registrados no ano passado, tanto na rede estadual quanto na municipal.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) revelou que, entre 1º e 13 de janeiro deste ano, foram atendidas 2.072 pessoas nas unidades de pronto atendimento (UPA) estaduais, todas apresentando sintomas relacionados ao calor. Comparado a 2025, quando 1.931 pacientes foram atendidos no mesmo período, houve um aumento de 7,3% neste ano.
Os pacientes atendidos apresentaram pelo menos três sintomas simultâneos associados ao calor extremo.
Os dados da cidade do Rio de Janeiro são ainda mais alarmantes. Entre 9 e 13 de janeiro, conforme o monitoramento do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), a rede de urgência e emergência registrou 3.119 atendimentos relacionados ao calor, representando um aumento de 26,84% em comparação à média esperada para esse período nos anos Rio de Janeiro registra temperatura recorde de 41,4ºC anteriores.
Diante dessa situação, a SES-RJ faz um apelo à população: é fundamental evitar a exposição prolongada ao sol e ao calor, especialmente entre 10h e 16h, quando a intensidade é maior. Manter-se hidratado é essencial, mesmo que a sede não apareça. Uma alimentação leve e nutritiva, priorizando alimentos ricos em água, como frutas e verduras, é altamente recomendada.
Outras orientações incluem evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool, usar roupas leves e claras, e não esquecer de acessórios como bonés, chapéus, óculos e protetor solar. É crucial também estar atento aos grupos mais vulneráveis ao calor, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças cardíacas, diabéticos, aqueles em situação de rua e trabalhadores expostos ao sol. “Devemos priorizar o cuidado com essas pessoas”, enfatiza a secretaria estadual.
Por fim, a SES aconselha que, em caso de alterações no nível de consciência, convulsões, temperatura elevada, hipotensão persistente, sinais de desidratação grave, falta de ar, dor no peito ou produção de urina extremamente baixa, é necessário buscar atendimento imediato.
