Audiência Pública 2026: Prevenção e Tratamento da Hanseníase

Audiência Pública 2026: Prevenção e Tratamento da Hanseníase

Publicado em 30/01/2026 17h36

2 min de leituraFonte original

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em novos casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Em 2024, foram registrados 22.129 casos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta doença continua a ser um grande desafio para a saúde pública e será o foco de uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), marcada para segunda-feira (2), às 14h no plenário.

Proposta pelo deputado distrital Fábio Felix, do PSOL, a audiência busca criar um espaço de debate onde especialistas, gestores públicos, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil e usuários do sistema de saúde poderão contribuir. O objetivo é identificar gargalos, destacar boas práticas e avaliar as políticas públicas em vigor, traçando caminhos que fortaleçam a prevenção de incapacidades e ampliem o acesso à reabilitação física, promovendo a reintegração social das pessoas afetadas pela hanseníase.

Entre os temas discutidos, estão as dificuldades no acesso à reabilitação física após o tratamento da doença. A hanseníase é uma infecção bacteriana que afeta a pele e os nervos periféricos. Sem tratamento adequado, os efeitos podem ser severos, resultando em deformidades e comprometimentos na sensibilidade e mobilidade.

Felix ressalta que “a reabilitação física é uma etapa essencial, mas que enfrenta desafios significativos, incluindo a falta de serviços especializados e equipes multidisciplinares, dificuldades de acesso a terapias reabilitadoras e tecnologias assistivas, carência de estrutura para acompanhamento a longo prazo, necessidade de formação contínua dos profissionais de saúde e o estigma social que dificulta o retorno das pessoas à vida comunitária e ao mercado de trabalho.”

Para quem não puder comparecer, a audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), além de estar disponível no YouTube.

Serviço


  • Audiência pública: Os desafios e prevenção da reabilitação física da hanseníase

  • Data: 2 de fevereiro, segunda-feira

  • Horário: 14h

  • Local: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Ana Teresa Malta - Agência CLDF

Explore mais sobre este tema e fique informado sobre as medidas de prevenção e tratamento da hanseníase.

Atualizado há menos de 1 hora

Em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase, a Câmara Legislativa promoveu uma audiência pública nesta segunda-feira (2). O evento — proposto pelo deputado distrital Fábio Felix (Psol) — reuniu especialistas e pacientes, que enfatizaram a importância do diagnóstico precoce, do amplo acesso à reabilitação física e do combate ao preconceito em torno da doença.

“É inaceitável que uma doença que tem cura continue deixando milhares de brasileiros com incapacidades físicas permanentes”, afirmou a dermatologista Roseane de Deus. “Nós estamos em um país hiperendêmico. Nós somos o segundo país do mundo em número de casos, só perdemos para a Índia”, destacou.

A médica explicou que alguns fatores podem atrasar o diagnóstico. “Um grande problema da hanseníase é que a mancha na pele não dói e não coça. Por isso o paciente não tem uma sintomatologia para procurar logo o atendimento”, alertou Roseane. Além disso, a médica ressaltou que as lesões na pele podem ser facilmente confundidas com outras questões dermatológicas, como alergia, urticária e impinge.

O paciente Filemon Ferreira contou um pouco de sua longa trajetória para conseguir o diagnóstico. Aos 14 anos de idade, ele começou a perder a sensibilidade e a força no pé. Apesar dos sintomas graves e o característicos, a hanseníase demorou para ser identificada. “Eu tive o diagnóstico depois de 10 anos com a doença”, lamentou.

Após utilizar os medicamentos corretos e passar por cirurgias de reabilitação nos pés e nas mãos, Ferreira conseguiu recuperar grande parte da mobilidade. “Hoje eu tenho uma vida normal”, comemorou.

Para evitar diagnósticos tardios, o deputado Fábio Felix ressaltou o papel da qualificação permanente dos profissionais de saúde. “Precisamos devolver a hanseníase para o repertório de diagnósticos de todos os profissionais de saúde. Isso significa haver mais informação, falar mais sobre o assunto, e tratar a hanseníase como prioridade máxima na política nacional, nos estados e no DF”, afirmou o parlamentar.

Felix também apontou a quantidade insuficiente de pessoal. “Há um déficit muito grande de servidores, o que prejudica o atendimento. E a contratação de temporários muitas vezes precariza ou descontinua os serviços, porque os contratos não são renovados”, avaliou o deputado.

Nesse sentido, o ortopedista e cirurgião de hanseníase Gabriel Rodrigues utilizou o espaço da audiência para pedir a contratação de mais cirurgiões da área pela Secretaria de Saúde do DF. Ele também ressaltou que a doença precisa ser tratada de forma multiprofissional, com assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, dermatologistas, cirurgiões, entre outras especialidades.

“O sonho de todo mundo é erradicar essa doença no Brasil. Mas, enquanto a gente não consegue, precisamos tratar os pacientes de maneira integral, completa”, pontuou Rodrigues.

Atualizado há 9 horas

A hanseníase é provocada por uma bactéria que afeta a pele e os nervos periféricos. Sem tratamento, o dano aos nervos pode provocar fraqueza e perda de sensibilidade e de mobilidade nos locais afetados, ocasionando complicações como a “mão em garra” e o “pé caído”, como são conhecidos alguns dos agravamentos da doença. A transmissão acontece principalmente pela via respiratória, por meio de gotículas de saliva, por exemplo.

Para evitar diagnósticos tardios, o deputado Fábio Felix ressaltou o papel da qualificação permanente dos profissionais de saúde. “Precisamos devolver a hanseníase para o repertório de diagnósticos de todos os profissionais de saúde. Isso significa haver mais informação, falar mais sobre o assunto, e tratar a hanseníase como prioridade máxima na política nacional, nos estados e no DF”, afirmou o parlamentar.

Felix também apontou a quantidade insuficiente de pessoal. “Há um déficit muito grande de servidores, o que prejudica o atendimento. E a contratação de temporários muitas vezes precariza ou descontinua os serviços, porque os contratos não são renovados”, avaliou o deputado.

Nesse sentido, o ortopedista e cirurgião de hanseníase Gabriel Rodrigues utilizou o espaço da audiência para pedir a contratação de mais cirurgiões da área pela Secretaria de Saúde do DF. Ele também ressaltou que a doença precisa ser tratada de forma multiprofissional, com assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, dermatologistas, cirurgiões, entre outras especialidades.

“O sonho de todo mundo é erradicar essa doença no Brasil. Mas, enquanto a gente não consegue, precisamos tratar os pacientes de maneira integral, completa”, pontuou Rodrigues.

Atualizado há 19 horas

Para evitar diagnósticos tardios, o deputado Fábio Felix ressaltou o papel da qualificação permanente dos profissionais de saúde. “Precisamos devolver a hanseníase para o repertório de diagnósticos de todos os profissionais de saúde. Isso significa haver mais informação, falar mais sobre o assunto, e tratar a hanseníase como prioridade máxima na política nacional, nos estados e no DF”, afirmou o parlamentar.

Felix também apontou a quantidade insuficiente de pessoal. “Há um déficit muito grande de servidores, o que prejudica o atendimento. E a contratação de temporários muitas vezes precariza ou descontinua os serviços, porque os contratos não são renovados”, avaliou o deputado.

Nesse sentido, o ortopedista e cirurgião de hanseníase Gabriel Rodrigues utilizou o espaço da audiência para pedir a contratação de mais cirurgiões da área pela Secretaria de Saúde do DF. Ele também ressaltou que a doença precisa ser tratada de forma multiprofissional, com assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, dermatologistas, cirurgiões, entre outras especialidades.

“O sonho de todo mundo é erradicar essa doença no Brasil. Mas, enquanto a gente não consegue, precisamos tratar os pacientes de maneira integral, completa”, pontuou Rodrigues.

Atualizado há 22 horas

Para evitar diagnósticos tardios, o deputado Fábio Felix ressaltou o papel da qualificação permanente dos profissionais de saúde. “Precisamos devolver a hanseníase para o repertório de diagnósticos de todos os profissionais de saúde. Isso significa haver mais informação, falar mais sobre o assunto, e tratar a hanseníase como prioridade máxima na política nacional, nos estados e no DF”, afirmou o parlamentar.

Felix também apontou a quantidade insuficiente de pessoal. “Há um déficit muito grande de servidores, o que prejudica o atendimento. E a contratação de temporários muitas vezes precariza ou descontinua os serviços, porque os contratos não são renovados”, avaliou o deputado.

Nesse sentido, o ortopedista e cirurgião de hanseníase Gabriel Rodrigues utilizou o espaço da audiência para pedir a contratação de mais cirurgiões da área pela Secretaria de Saúde do DF. Ele também ressaltou que a doença precisa ser tratada de forma multiprofissional, com assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, dermatologistas, cirurgiões, entre outras especialidades.

“O sonho de todo mundo é erradicar essa doença no Brasil. Mas, enquanto a gente não consegue, precisamos tratar os pacientes de maneira integral, completa”, pontuou Rodrigues.

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