
Anvisa Autoriza Testes da Polilaminina para Lesões Medulares
Pesquisadores da UFRJ desenvolvem medicamento inovador que promete revolucionar o tratamento de lesões de medula óssea, com autorização da Anvisa para testes clínicos.
A descoberta da molécula laminina na placenta por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) resultou em um remédio experimental, a polilaminina, que pode transformar o tratamento de lesões de medula óssea. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes clínicos para avaliar a segurança e eficácia do medicamento. Especialistas alertam sobre a necessidade de cautela, já que muitos tratamentos promissores falharam durante os testes. Carlos Orsi, diretor do Instituto Questão de Ciência (IQC), destaca a importância dos estudos clínicos para validar a eficácia do tratamento.
A polilaminina se destaca como uma alternativa às terapias de células-tronco, que são geralmente caras e com resultados variados. Desde 2018, a UFRJ e o laboratório Cristália têm testado o medicamento em seis pacientes com lesões medulares de nível A, resultando em melhorias significativas em cinco deles. O caso de Bruno Freitas, que recuperou movimentos após a administração do fármaco, ilustra o potencial da polilaminina.
A bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, que investiga a laminina há 25 anos, explica que a molécula é essencial para a sobrevivência celular e a regeneração neuronal. Agora, a polilaminina precisa passar por rigorosos estudos clínicos para comprovar sua segurança e eficácia, com foco em sua aplicação nas primeiras 72 horas após a lesão.
Embora os resultados iniciais sejam promissores, a Justiça já recebeu pedidos para acesso ao medicamento experimental. Em dezembro de 2025, um paciente recebeu a dose e relatou melhorias significativas em sua condição. O caminho da polilaminina ainda é longo, mas a expectativa é alta para que se torne uma opção viável no tratamento de lesões de medula espinhal.
